quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Prevenção

O trabalho preventivo apropriado para a prática de atividade física seja ela de caráter recreativo ou competitivo pode garantir que o desempenho e rendimento esperados sejam atingidos e mais importantes para os atletas, que as lesões sejam evitadas.

Sabe-se que no mundo das lutas, a constante busca por patrocínio, investimento pessoal e estabilidade financeira, é muito difícil, tendo muitas vezes, o próprio atleta que se sustentar e manter a rotina de treinos por sua conta. A partir disso, pode-se notar quão importante torna-se um dia de treinamento para esses lutadores, tendo em vista, que as lesões os afastariam, a prevenção dessas lesões deve ser inserida na rotina desses atletas.

O programa preventivo deve ser sempre orientado por um profissional adequado (por exemplo: médico, fisioterapeuta ou educador físico, preferencialmente, que esteja na área desportiva), podendo ser realizado antes do treino ou como parte do mesmo, já que possui duração média de 25 a 30 minutos, e pode ser feito no mínimo 3x/semana, tendo a seguinte estruturação:

Alongamento

O alongamento, como já dito na matéria passada, pode ser feito antes da atividade como uma forma de aquecimento ou também mesclar exercícios de aquecimento com alongamento, pois ele também prepara o corpo para a atividade, bem como pode ser feito após o exercício juntamente com a volta-a-calma, como forma de relaxamento muscular. No caso, como parte de um programa de prevenção, deve ser realizado segundo alguns objetivos que se espera alcançar:

- Aquecimento: preparação da musculatura previamente aos exercícios, sendo alongadas as principais musculaturas que serão exigidas durante o treinamento, sendo esses alongamentos de curta duração (15 a 25 segundos);

- Flexibilidade: grau de amplitude de movimentos das diversas partes corporais. Depende da elasticidade de músculos e tendões e da estrutura das articulações, possibilita um aumento do controle sobre o próprio corpo e o desempenho na sua atividade física em decorrência da maior mobilidade e coordenação motora proporcionada pela flexibilidade, conseqüentemente pode-se dizer que isso evitará a ocorrência de lesões. Esses alongamentos devem ser realizados com duração entre 30 e 90 segundos, geralmente com 3 séries, sendo o intervalo entre elas de 20 segundos. Porém, deve-se saber que em esportes como as lutas que exijam força de explosão, seja na hora de entrar uma queda, executar um golpe ou uma raspagem, ou mesmo nos chutes e socos, o alongamento mantido (duração superior a 30 segundos) pode causar uma redução temporária na força caso seja executado pouco antes de um treino ou competição. Sendo melhor, portanto, realizar o alongamento com a finalidade de aquecimento citada anteriormente.

Obs: Sugiro executar os alongamentos para ganho de flexibilidade em períodos que não antecedam os treinamentos, ou seja, se o treino é na parte da tarde, realizar os alongamentos, no período da manhã ou da noite (pós-treino)!

Fortalecimento muscular

Fortalecer os grupos musculares responsáveis por absorver o impacto, além de fornecer força específica em membros e músculos determinados, é fundamental para os lutadores. Como se não bastasse, é o trabalho muscular que vai funcionar ativamente na prevenção das lesões típicas do esporte, evitando contusões por desgaste e até as relacionadas à postura.

Nos esportes de luta, fica difícil dizer quais músculos devem ser priorizados, já que estes esportes exigem que toda a musculatura seja ativada, portanto, o mais ideal, é realizar um trabalho de fortalecimento muscular geral, sendo os grupos musculares comumente utilizados neste tipo de trabalho: flexores e extensores de punho (musculatura do antebraço) importantes nos esportes que exijam pegada, como o judô, jiu-jítsu entre outros; bíceps, tríceps, deltóide e músculos do manguito rotador, musculaturas essas prioritárias para o controle motor durante a execução de movimentos com os braços; trapézio e esternocleidomastóideo (musculatura primária na manutenção do posicionamento do pescoço) importantes para os esportes de impacto na cabeça, como MMA, boxe, taekwondo, muay-thai, entre outros; musculatura da região lombar, glúteos e abdômen (responsáveis por estabilizar o tronco); quadríceps e isquiotibias (musculatura anterior e posterior da coxa respectivamente) importantes para a região do joelho, muito utilizada em todos os esportes de luta.

Obs: Sempre buscar orientação de um educador físico, o qual irá orientar os melhores exercícios e a melhor forma de execução destes treinos de fortalecimento.

Treinamento do CORE

Definição: significa o núcleo, cinturão de força do centro do corpo.

Ao treinar o core, as forças adquiridas das musculaturas profundas de estabilização são extremamente importantes para o sucesso nos esportes. As musculaturas de estabilização do core são: transverso do abdome, músculo multífidos, assoalho pélvico e diafragma.

Ter um core mais forte significa ter mais equilíbrio e mais controle sobre o próprio corpo, protegendo a coluna vertebral, absorvendo o impacto na luta e mantendo a postura correta realizando movimentos com um gasto energético menor.

Podem-se trabalhar estes músculos através de pranchas e pontes, sejam elas laterais, ventrais ou dorsais, e também através de movimentos funcionais do esporte, sempre tendo a liberdade de usar a criatividade na execução destes exercícios.

A manutenção das posturas é feita por tempo, ou seja, 15 segundos, com progressão do tempo de acordo com sua evolução nas posturas, sendo geralmente realizadas por 3 séries com 30 segundos de intervalo.

Exemplos de posturas:

prancha
prancha lateral
prancha na bola

Treino sensório-motor

Envolve as integrações centrais, sensoriais e motoras e as estruturas envolvidas na manutenção da integridade das articulações durante os movimentos corporais e nas manutenções de postura.

A idéia de que um músculo forte e alongado é suficiente para prevenir lesões, vem sendo substituída por um conceito que estabelece a melhora funcional das articulações e dos músculos em conjunto na prevenção de lesão, como conseqüência de um melhor controle neuromuscular, o qual é definido como o controle da ativação inconsciente de estabilizadores dinâmicos (músculos) ocorrendo em preparação ou resposta a uma carga ou movimento imposto a uma articulação com o objetivo de restaurar ou manter a estabilidade articular normal.

O programa de treinamento sensório-motor visando à prevenção de lesões articulares deve ser realizado de forma especifica para o esporte em questão, pois cada esporte possui características próprias e as lesões que acometem mais os atletas variam entre os esportes, homens e mulheres, faixas etárias e até mesmo entre cada posição no mesmo esporte.

O programa deve, ainda, ser realizado de forma progressiva (assim como qualquer outro tipo de treinamento) e deve focalizar alguns aspectos, como: flexibilidade, agilidade, força, treino de gesto esportivo e pliometria.

Exercícios pliométricos também podem ser realizados para a melhora do controle neuromuscular podendo desta forma prevenir a incidência de lesões. Estes exercícios, em que uma pré-carga excêntrica é seguida por uma vigorosa contração concêntrica também têm sido investigados para prevenção de lesões. Supõe-se que a pliometria melhora a estabilização articular e potencializa a contração muscular.

Exercícios de equilíbrio que promovam uma instabilidade, na qual o atleta realize movimentos dentro de sua base de sustentação, podendo ser executados em apoio bipodal ou unipodal, com ou sem auxílio da visão, sendo utilizados recursos externos, como colchonetes, dynadisc ou pranchas de equilíbrio.

Exercícios de agilidade para permitir que o atleta se adapte as mudanças rápidas de direção, aceleração e desaceleração. Estes tipos de movimentos costumam ser causadores de lesões articulares e musculares nos atletas. Para a execução do exercício podem ser utilizados cones, marcadores no solo, etc. À medida que o atleta começa a executar os exercícios de forma mais adequada, as habilidades necessárias para o esporte podem ser incluídas no exercício.

Podem ser utilizados vários equipamentos no treino sensório-motor, sendo estes, colchões e colchonetes, dynadisc, cama elástica (mini trampolim), giroplano, prancha de equilíbrio, faixas elásticas, entre outros.

Obs: Cabe ao responsável pelo treino sensório-motor usar sua criatividade e incorporar os movimentos específicos dentro do esporte de maneira associada aos exercícios de agilidade, pliometria e equilíbrio.

Considerações finais

Deveria ser obrigação das equipes oferecer treinos preventivos a seus atletas, porém, nossa realidade está bem distante disso, ficando o lutador responsável pela sua prevenção, muitas vezes, sem orientação adequada.

Por fim, a busca pela boa saúde, só faz com que os treinos fiquem mais seguros, elevando o nível técnico dos atletas, promovendo uma equipe mais forte e saudável, estando próximo de alcançar bons resultados.

Bons treinos e até a próxima!OSS.

* Luís Felipe Minechelli
Fisioterapeuta esportivo, especializando em Fisioterapia Esportiva pelo CETE/UNIFESP

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Treinamento Funcional

O treinamento funcional se refere a utilização de exercícios que simulam as atividades específicas que aparecem nos esportes ou nas atividades de rotina, mas também pode referir-se a exercícios que ajudam a corrigir ou evitar os desequilíbrios estruturais que ocorrem a partir da pratica de um esporte específico, pois a maioria dos esportes tendem a se especializar em determinados grupos musculares. Embora o termo treinamento funcional seja relativamente novo, o conceito não é.

Durante muitas décadas, cientistas do esporte e treinadores russos examinaram em detalhe o conceito de treinamento funcional em muitos livros. Duas das fontes mais amplamente referenciadas são o russo Dr. Yuri Verkhoshansky, que conduziu a pesquisa extensiva em pliometria, e o Dr. Anatoliy Bondarchuk, um dos treinadores de força mais bem sucedidos. Provavelmente o termo que mais se assemelha treinamento funcional é o termo preparação de força especial.

Ao desenvolver o planejamento de longo prazo para a carreira de um atleta, o treinamento inicial incidirá sobre a resistência geral e, posteriormente, a formação incidirá sobre a força específica. Além disso, como um atleta move para níveis mais elevados de classificação dos esportes, o treinamento de força geral deve ser realizado menos, pois poderia interferir com o desenvolvimento da força especial.
Inventar nomes para os conceitos de treinamento já estabelecidos é uma coisa, porém muitos treinadores do funcional nos querem fazer crer que a única maneira de alcançar os mais altos níveis de condicionamento é com o uso das superfícies instáveis, tais como placas de oscilação e bolas suíças.

O treinador Michael Wahl em seu estudo selecionou 16 atletas competitivos que tinham jogado em nível universitário ou superior, na verdade este grupo incluiu um kickboxer campeão do mundo. Usando o eletromiograma (EMG) de testes para analisar a atividade elétrica dos músculos, Wahl descobriu que os padrões motores do cérebro expostas em realizar exercícios em superfícies instáveis eram exatamente as mesmas que as observadas em superfícies estáveis. Ele concluiu que, devido à natureza instável destes exercícios menores cargas poderiam ser utilizadas, assim foram considerados inferiores a partir de uma perspectiva de treinamento de força. E para isso eu acrescento: "Por que treinar o corpo para ser fraco?"

Este é um texto escrito pelo reconhecido treinador de força Charles Poliquin. No texto pode se entender que o treinamento funcional não é uma novidade, alias há década atrás já se utilizava o treinamento de força especial que nada mais é do que o treinamento funcional, com uma mudança apenas no nome. Porém muitos treinadores querem nos fazer acreditar que o treinamento funcional, digo este realizado com plataformas instavéis e exercícios em suspensão, é o melhor treinamento que existe. Esses treinadores ainda não têm embasamento cientifico para afirmar esta hipótese.
A musculação é funcional !

* Fábio Martins das Neves
Graduado em Educação Física (FESB);
Pós Graduação em Musculação e Condicionamento Físico (FMU);
Pós Graduação em Fisiologia do Exercício (Unifesp);

domingo, 10 de outubro de 2010

Jiu-Jitsu: Treinamento aeróbio com exercícios específicos

Há muita discussão referente à necessidade de serem utilizados exercícios e métodos para desenvolver aptidão aeróbia* de lutadores. Há poucos anos, diversos autores ainda classificavam as lutas como modalidades predominantemente anaeróbias** e, por isso, muito do treinamento aeróbio era negligenciado e, de fato, muitos técnicos e preparadores orientavam os atletas para não priorizar esse trabalho. Em investigações mais recentes, observou-se que a contribuição aeróbia para o exercício é acionada antes do que se pensava, repercutindo que, nas lutas, a predominância seja aeróbia e não anaeróbia (apesar de a aptidão anaeróbia ser determinante para o desempenho).

Logo, para encurtar discussões mais longas referentes a isso, ressaltamos que o treinamento aeróbio é essencial para lutadores. A pergunta certa não é se deve fazer, mas quando e como realizá-lo. Exercícios não específicos como corridas contínuas, ciclismo, natação, sprints (ou “tiros”) de corrida são bons referenciais para que o atleta atinja boa base de aptidão aeróbia. No entanto, existe pouca transferência desses exercícios para a realidade de um combate, incutindo que meios e métodos alternativos de treinamento sejam utilizados para que se atinja com plenitude o objetivo, ou seja, desenvolver aptidão aeróbia em posições ou golpes específicos do Jiu-Jítsu.

*exercícios de característica aeróbia: podem ser classificados nesse contexto os exercícios realizados com duração superior a 45 segundos;

**exercícios de característica anaeróbia: podem ser classificados nesse contexto os exercícios de curta duração (até 10 segundos) e de duração intermediária (entre 15 e 45 segundos).

Para simplificar, segue exemplo prático de treinamento aeróbio com exercícios específicos para atletas de Jiu-Jítsu:

Obs: Para atingir a zona de trabalho recomendada, sugerimos que seja monitorada a freqüência cardíaca do lutador, utilizando-se um cardiofrequêncímetro (Ex: marca Polar). Aconselha-se que o treinamento aeróbio seja realizado de uma a no máximo três sessões semanais e nos dias em que não houver trabalho de preparo físico com ênfase em força e potência muscular e/ou treino técnico de luta, em intensidades elevadas.

O trabalho com exercícios específicos deve ser realizado de 100-130% do VO2 máx. (potência aeróbia máxima), ou seja, acima de 180-190 bpm (batimentos por minuto). É recomendado que seja realizada avaliação física e médica antes de iniciar esse trabalho, pois os exercícios realizados nessa zona implicam sobrecarga ao aparelho cardio-respiratório, que, em geral, somente atletas de elite suportam. O atleta deve realizar 4 vezes a sequência dos exercícios-exemplo propostos adiante, sem intervalo para descanso após cada sequência. Atenção: após realizar os cinco exercícios específicos se considera que foi realizada uma sequência completa!

1.º) Após 5-10 minutos de aquecimento, o atleta realiza durante 45 segundos com o máximo de velocidade e com o companheiro de treino se deslocando bastante, exercício de entrada de queda ou Uchi-Komi e, logo após, recuperação ativa: corrida por 45 segundos com frequência de 150-175 bpm (batimentos por minuto);

2.º) Após a corrida da etapa anterior, sem descanso, o atleta realiza durante 45 segundos com o máximo de velocidade, o exercício de entrada de queda denominado de Tackle, no qual suspende o companheiro de treino, porém, não o projeta ao solo. Mais uma vez, o companheiro de treino deve se deslocar bastante. Logo após o exercício específico, realiza recuperação ativa: corrida por 45 segundos com frequência de 150-175 bpm (batimentos por minuto);

3.º) Após a corrida da etapa anterior, sem descanso, o atleta realiza durante 45 segundos o exercício de raspagem de gancho com o máximo de velocidade. Logo após, realiza recuperação ativa: corrida com frequência de 150-175 bpm (batimentos por minuto);

4.º) Após a corrida da etapa anterior, sem descanso, o atleta realiza durante 45 segundos o exercício de subida para abrir a guarda do adversário com o máximo de velocidade. Logo após, realiza recuperação ativa: corrida com frequência de 150-175 bpm (batimentos por minuto);

5.º) Após a corrida da etapa anterior, sem descanso, o atleta realiza durante 45 segundos o exercício de supinar o adversário com o máximo de velocidade. Logo após, realiza recuperação ativa: corrida com frequência de 150-175 bpm (batimentos por minuto).

Por Leandro Paiva, autor do livro “Pronto Pra Guerra”
Site oficial do livro: www.prontopraguerra.com.br
Blog oficial do livro: http://prontopraguerra.blogspot.com

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Sistematização da Aula de Metodologia do Ensino das Lutas: Judô, Esgrima, Sumô.








Aula do dia 02 de setembro teve como tema as Lutas de Judô, Esgrima e Sumô, voltados para as crianças, com brincadeiras lúdicas as aulas foram adapatadas pelos acadêmicos do Curso de Educação Física da Unijuí no Campus de Santa Rosa - RS para que pudessem ser aplicadas aos alunos durante os estágios e/ou outras atividades envolvendo as crianças.

domingo, 26 de setembro de 2010

Seminário com o Faixa Preta da Gracie Barra Paraná Prof. Marcos Schubert em Horizontina - 25/09/2010

Equipe Gracie Barra Schubert Team (Horizontina e Três de Maio-RS)

Grande Professor Marcos Schubert e um Grande Irmão

Milton May e Marcos Schubert

Troca de Faixa

Seminário de Jiu Jitsu realizado na cidade de Horizontina-RS com o Professor Marcos Schubert Faixa Preta da Equipe Gracie Barra Paraná Schubert Team.

Tivemos mais uma vez o privilégio de contar com a presença do grande Professor de Jiu Jitsu e Faixa Preta Marcos Schubert (Marquinhos), onde foi demonstrado várias técnicas de projeções, passagens de guarda, ataques de guarda aberta, maneiras corretas de se portar durante uma luta (posisionamentos dos pés, mãos, quadril, etc), exercícios específicos, "treinamentos naturais" para se desenvolver um bom "jogo", tanto por cima quanto por baixo.

Antes do início do Seminário eu tive o enorme prazer de receber das mãos do Professor Marcos a Faixa Marrom de Jiu Jitsu, a sensação de se receber tal graduação não tem palavras, só me leva a acreditar que colhemos o que plantamos, com muito trabalho e dedicação os frutos do trabalho árduo aparecem e são reconhecidos.

Só tenho a agradecer ao Professor Marcos Schubert que além de um excelente professor e profissional é um grande amigo para todas as horas, agradeço também aos meus alunos que continuam firmes nos treinos e sempre em busca de um crescimento dentro dessa Arte Marcial que tanto me encanta e faz com que eu continue meu trabalho.

A todas as pessoas que já usaram um kimono para praticar o Jiu Jitsu o meu muito obrigado por continuarem fazendo da Arte Suave um esporte saudável e que vêm crescendo a todo momento, não só no Brasil como em todo o mundo!!!!!!!

Oficina de Lutas - Jiu Jitsu - Unijuí Campus Santa Rosa - RS (25-09-10)

A Oficina de Lutas foi realizada nas dependências da Universidade Unijuí no Campus de Santa Rosa - RS, foram desenvolvidas atividades com os acadêmicos da cadeira de Metodologia do Ensino das Lutas sob o comando do Professor Paulo Rogério do Nascimento.

As Arte Marcial  desenvolvidas na Oficina de Lutas foi o Jiu Jitsu, com explicações sobre a história do Jiu Jitsu, o surgimento da Arte Marcial no Brasil, o percursor do Jiu Jitsu Brasileiro além de outros tópicos desenvolvidos no decorrer da manhã, foi demonstrado técnicas que podem ser aplicadas nas escolas para desenvolver a coordenação motora, reflexos, movimentos instintivos e outras atividades lúdicas que podem e devem ser exercitadas em todas as idades.

Durante a Oficina os acadêmicos fizeram muitas perguntas referentes à metodologia do ensino da Arte Marcial, tais como: "Como proceder quando se recebe um aluno novo para praticar o Jiu Jitsu?", "Separam-se alunos novos dos antigos durante os treinos?", perguntas também sobre a metodologia de ensino aplicada durante as aulas de Jiu Jitsu, na qual foram todas respondidas não deixando dúvidas para os acadêmicos.

O ponto alto da Oficina foram as conversas sobre os benefícios que as Artes Marciais proporcionam para os praticantes, no que diz respeito à hierarquia, disciplina, higiene pessoal, respeito com os colegas de treino e com as demais pessoas, e que a Arte Marcial tem como base formar pessoas de caráter, de boa índole, que respeita o próximo e é respeitado perante a sociedade como uma pessoa de bem, desmistificando que todo praticante de Arte Marcial é um "brigador de rua", mal caráter e baderneiro.


Alguns alunos da matéria

Explicações sobre imobilizações

Acadêmica Luciana fazendo uma imobilização lateral no Acadêmico Rafael

Explicações sobre a Área de luta e pontuações

Luciana dando "pressão" no Rafael

sábado, 11 de setembro de 2010

Exame de Faixa e Grau da Equipe Gracie Barra Schubert Team - Horizontina e Três de Maio - RS

Ocorreu na tarde de sábado (11-09-10) na cidade de Horizontina, nas dependências do Instituto Formkido o Exame de Faixa e Grau dos alunos de Jiu Jitsu da Equipe Gracie Barra Schubert Team de Horizontina e Três de Maio.

Os alunos responderam um questionário referente à historia do Jiu Jitsu (origem, idealizador, etc), questões técnicas com referência à pontuação em campeonatos, sequencia de faixas e suas respectivas graduações, bem como demonstrações práticas das técnicas exigidas para os exames.

Participaram do exame os seguintes alunos e suas respectivas graduações: Gabriela Griebler - Faixa Azul; Wendel Delevatti - Faixa Branca 1° grau; Giordano Delevatti - Faixa Branca 1° grau; Leonardo Sackser - Faixa branca 1° grau; Silvani Klassen - Faixa Branca 1° grau; Neiva Klassen - Faixa Branca 1° grau.

Na foto: Giordano Delevatti, Eduardo (basílio), Milton May, Leonardo Sackser, Silvani Klassen, Keli Cristina, Indaiara Megier, Wendel Delevatti, Gabriela Griebler e Daniel Vieira.

Abraços a todos e nos vemos em breve!!!!

A Origem do Jiu Jitsu; Gracie Barra; Gracie Barra Paraná; Gracie Barra Horizontina

As origens do Jiu-Jitsu brasileiro vieram do Japão mais ou menos no começo do século XX. O Jiu-Jitsu existia há séculos no Japão. Sua origem não é muito clara. A Índia é muitas vezes considerada como a fonte original do Jiu-Jitsu. Em algumas das antigas escrituras japonesas estão citadas fatos que ligam esta origem de luta corpo a corpo aos monges budistas da Índia. Os monges budistas de características físicas franzinas eram alvo de ataques em suas peregrinações, observando os animais na natureza, vendo principalmente como o mais fraco se defendia do mais forte desenvolveram forças de alavanca e técnicas de auto defesa baseada em chaves de articulações, estrangulamentos, projeções (quedas) e técnicas de ataques a pontos vitais. O JIU-JITSU significa ARTE-SUAVE.

Com o passar dos séculos suas técnicas foram aprimoradas até a história das artes marciais conhecer a originalidade e genialidade do Mestre JIGORO KANO (1860-l938). Mestre KANO foi um grande conhecedor de vários estilos de jiu-jitsu e com isso encontrou vários problemas que deviam ser resolvidos. Alguns sociológicos. O jiu-jitsu naquela época perdia popularidade, havia perigo de a arte morrer completamente, se não cuidassem para que as técnicas fossem preservadas. A grande inovação de Kano foi o modo de ensinar estas técnicas e treinar seus alunos, o randori foi o método de treinamento, no qual houve a prática de remover os elementos perigosos da arte marcial para que os alunos pudessem aproveitar melhor o treinamento com um adversário que realmente oferece-se resistência às técnicas ministradas em suas aulas. Na década de 1880 Kano abriu sua escola a Kodokan e chamou sua arte marcial de JUDÔ (caminho suave).

Um dos melhores alunos de Kano foi MITSUYO MAEDA (1878-1941). Originalmente ele havia treinado com o jiu-jitsu clássico, mas passou para a kodokan aos 18 anos de idade, onde foi famoso por sua notável eficiência. Mestre Kano querendo divulgar sua arte marcial para o mundo enviou vários de seus alunos para os Estados Unidos, entre estes alunos foram para a costa oeste americana Mestre Tomita e Maeda, inicialmente as coisas não foram bem na América e Tomita e Maeda seguiram rumos diferentes. Maeda seguiu então ensinando o jiu-jitsu e o judô, mas não ensinava mais o jiu-jitsu clássico o qual aprendera no Japão e sim um jiu-jitsu refinado.

Desafiou vários lutadores de diferentes estilos de luta vencendo a todos, sendo considerado em matéria recente da revista gracie magazine como o último samurai.

Homem de porte mediano, com apenas 1,64m e 68kg, Maeda não era o que se podia chamar de atleta intimidador. Adorava beber saquê, cantar e não se fazia de rogado quando desafiado no meio de uma rua para uma briga. Não demorava a derrubar e nocautear o petulante que cruzava seu caminho. Estima-se que Maeda tenha feito quase duas mil lutas, enfrentando wrestlers, pugilistas e praticantes de outras lutas, sem perder um único combate. Na década de 1920, Conde Koma como foi chamado na Espanha conheceu um homem com grande influência política chamado Gastão Gracie. A amizade entre os dois cresceu e certo dia Gastão pediu a Maeda que ensinasse jiu-jitsu ao seu filho Carlos.

Carlos Gracie (1902-1994) foi aluno de Maeda por quase cinco anos. Durante esse tempo, Maeda ensinou ao patriarca do jiu-jitsu brasileiro os princípios fundamentais da arte, como utilizar a força do oponente como arma para a vitória, bem como técnicas eficientes para vencer qualquer oponente em lutas de vale tudo.

Seu método de luta principal era usar pisões e cotoveladas para se aproximar do adversário, antes de levá-lo para o chão.

Anos depois em 1925, Carlos Gracie abriu sua própria academia de jiu-jitsu. Para os seus alunos, passou ensinamentos e métodos desenvolvidos por ele próprio através dos anos.

Hélio Gracie seu irmão mais novo desenvolveu novas técnicas a ponto de serem reconhecidas como perfeitas. Porém, no inicio Hélio tinha restrições médicas que o impediam de praticar esportes devido ao seu físico fraco. Ele não suportava atividades físicas muito intensas e desmaiava quando tentava fazê-las. Por outro lado assistia a todas as aulas do irmão Carlos e desejava muito fazer aquilo. Um dia seu irmão se atrasou e Hélio se transformou dali em diante em “professor”, pois só de olhar sabia todo o programa de aulas com extrema perfeição. Hélio deu continuidade à arte que aprendera com seu irmão, e alem de desbravar o árduo caminho para provar a superioridade do jiu-jitsu perante aos outros estilos de luta, realizou combates de vale-tudo por todo o país. Hélio e Carlos treinaram seus familiares para que o jiu-jitsu jamais ficasse sem representantes.

O jiu-jitsu brasileiro nascera forte então, através da família Gracie, tornou-se ainda mais conhecido na década de 1990 com os eventos de vale-tudo realizados nos Estados Unidos e Japão. Estes eventos levaram o nome da família Gracie a grande ascensão e respeito no cenário mundial, projetando os nomes dos irmãos Royce e Rickyson Gracie como os lutadores mais temidos do mundo, sendo eles os respectivos campeões dos torneios de vale tudo realizados nestes países.

Carlos Gracie Junior presidente da C.B.J.J. (Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu) está à frente da poderosa equipe da Gracie Barra, aonde trabalha e difunde com muita garra o jiu-jitsu Gracie com todo o esplendor de suas técnicas aprimoradas através das décadas por seu pai, tio e família.

Na década de 90 o Jiu-Jitsu aparece no Paraná, a capital Curitiba foi à cidade escolhida como ponto de partida para alguns poucos professores que vieram do Rio de Janeiro tentar a sorte na capital Paranaense.

Em 1996 o professor Rillion Gracie inaugura no Bairro do Cabral a Academia Gracie-Curitiba, a academia traz a frente como professor Hélio Moreira ´´Soneca``. Em 1997 vem para Curitiba o professor Gustavo Muggiati ´´Gutty``, que assume a responsabilidade e é o novo proprietário da academia Gracie-Curitiba. Gutty carinhosamente chamado assim por seus professores e alunos é o principal propagador do Jiu-Jitsu Gracie no Paraná.

Com um currículo invejável de vitórias em competições a nível nacional e internacional Gutty expande o Jiu-Jitsu por Curitiba e pelo Paraná. Em Curitiba seus alunos João Raphael "Simpson", Marco Aranha "Marcão", Rodrigo Fajardo "Pimpolho" e Piratinha ministram aulas. Para região oeste do Paraná enviou seu aluno o Professor faixa preta Marcos R. Schubert.

O Jiu-Jitsu Gracie Barra está desde 2001 no Oeste do Paraná, vem se expandindo pela região através do trabalho do Professor Marcos R. Schubert, que ministrou e coordenou aulas na Cidade de Marechal Cândido Rondon-PR e região.

Em 2004 Marcos Schubert fundou a equipe Gracie Barra Paraná. Em 2007 ele transfere a sede para Curitiba.

A Academia Gracie Barra Paraná matriz fica localizada em Curitiba. Schubert dirige a equipe sendo o faixa preta responsável pela mesma. Ele está fazendo um trabalho de filiar academias e atletas no sistema GRACIE BARRA de ensino.

As academias Gracie Barra Paraná Schubert Jiu-Jitsu Team estão localizadas no Brasil nas cidades de Curitiba-PR, Campo Mourão - PR, Soledade-RS, Horizontina-RS e São José do Rio Preto-SP. Em outros países, na Cidade do México (México) e em San Cristóbal (Venezuela).

Schubert possui títulos estaduais de Jiu-Jitsu e Judô e é medalhista em competições a nível Nacional e Mundial de Jiu-Jitsu esportivo, sendo também expert em defesa pessoal graduado em Goshin-Jitsu-Dô no método Novais de ensino.

Fonte:  www.sgb7.com.br

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Exame de Faixa: Kickboxing (04-09-10)

Aconteceu no 04-09-10 o Exame de Faixa Azul do Kickboxing Full Contact nas dependencias do Instituto Formkido de Artes Marciais, na cidade de Horizontina - RS, na qual os alunos demonstraram as técnicaas exigidas para o exame, responderam questões referentes à Arte Marcial praticada, e no final fizeram a parte prática (trocação) demonstrando todas as técnicas aprendidas na faixa anterior. Conquistaram a Faixa Azul no Kickboxing Full Contact os alunos: Lilian Deuner Schulz,  Lucas Leonardo Borges, André Pederiva e Eder Soares. O professor responsável pela equipe e examinador dos alunos foi o Sensei Eliandro Vidal (Faixa Preta 3°),  e teve a participação como auxiliar no exame o Instrutor Milton May (Faixa Marrom). Continuem treinando forte e nos vemos nos próximos exames. Oss!!!!!